20 de ago de 2013

“Fantástico” e a decadência da Globo



Por Altamiro Borges

Saiu nesta terça-feira (20) na coluna Outro Canal, da jornalista Keila Jimenez:

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"Fantástico" faz 40 e vê a concorrência encostar




No mês em que completa 40 anos no ar, o "Fantástico", da Globo, enfrenta uma de suas piores fases em audiência. O dominical, que vem passando por reformas, registrou em agosto, até o dia 18, média de 19 pontos. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo.


Desde o final de 2012, o programa vinha mantendo audiência na casa dos 20 pontos, com alguns períodos de melhora. O quadro se agrava uma vez que seu principal concorrente, o "Domingo Especular", da Record, vem crescendo em Ibope e aproximando-se. Em janeiro, a média de audiência do "Fantástico" foi de 20 pontos, ante 9,4 do dominical da Record. Em junho, a atração da Globo marcou 19,7 pontos, ante 11,1 pontos da concorrente.

Em agosto, o "Domingo Espetacular", que aposta em casos policiais e confusões envolvendo artistas, ganhou mais fôlego. A atração vem registrando até agora média de 14,6 pontos. No último domingo, ao explorar o suposto caso de traição envolvendo o marido da dançarina Scheila Carvalho, o dominical da Record marcou 15 pontos, ante 18 pontos do "Fantástico" na faixa horária. Trata-se da menor diferença de Ibope já registrada entre as atrações.

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A informação da colunista da Folha revela duas coisas. Em primeiro lugar que a baixaria continua tomando conta da televisão brasileira. Em segundo, que o declínio da TV Globo parece irreversível. Na semana passada, o jornalista Ricardo Feltrin, do UOL, já havia divulgado outro dado espantoso. A audiência média do Jornal Nacional caiu de 39,2 pontos, em 2000, para 26,3% em 2013 – uma queda de 33%, que se acentuou ainda mais nos últimos dois anos.

A decadência do império global tem vários motivos – como o avanço da internet e a perda de credibilidade da emissora. Mas, apesar do declínio, os três filhos de Roberto Marinho seguem ganhando fortunas, figurando entre os maiores bilionários do país na lista da Forbes, e metendo medo nos poderes da República. A queda acentuada de audiência dos seus programas ainda não se refletiu na retração da publicidade – inclusive a do governo Dilma.

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